
Existem vários tipos de gays, por isso 1001 gays. Há aqueles que estão diariamente expostos, com profissões que quase exigem um comportamento mais extravagante. Há aqueles, como eu, que tem que ficar no armário, mesmo que a porta esteja entreaberta. O certo é que não somos um grupo homogêneo e isto torna mais e mais difícil a nossa visualização social. Ao mesmo tempo temos medo de ser confundidos com um ou outro gênero. É tudo muito simples e ao mesmo tempo complexo. Vejamos, parece entre quatro paredes que as coisas acontecem sem nenhum preconceito, porque quando transamos com alguém é normal uma entrega total. Ao sair do quarto, tudo muda, e até mesmo a intimidade e entrega parecem falsas, o mundo faz com que aquele comportamento intimo desapareça. Chego a pensar até se aquilo foi real ou foi minha imaginação fervilhante por um novo mundo. Claro que foi real, mas a sociedade impede que a gente viva isso do lado de fora do quarto, nos mantém trancados no armário. Não sei como acontece tanta coisa e tão pouco muda. Vejo aqui em Porto Alegre a quantidade de gays em casas noturnas, nas paradas, e no dia seguinte... sumiram. Estranho, não? Mas é uma forma de sobreviver que nos impõem, ou pelo menos querem nos fazer pensar que é assim.
Conheço lugares menos preconceituosos aparentemente, mas vejo tensão nas relações como se estivesse no Brasil. Será que um dia vamos conseguir realmente mudar. Eu acredito que isso so vai acontecer com a visibilidade do gay. Por isso estou saindo do armário, um pouco tarde, mas tirando as teias de aranha, me sinto com 15 anos e uma vida inteira pela frente pra buscar algo realmente justo, meu espaço: meu mundo gay.
Conheço lugares menos preconceituosos aparentemente, mas vejo tensão nas relações como se estivesse no Brasil. Será que um dia vamos conseguir realmente mudar. Eu acredito que isso so vai acontecer com a visibilidade do gay. Por isso estou saindo do armário, um pouco tarde, mas tirando as teias de aranha, me sinto com 15 anos e uma vida inteira pela frente pra buscar algo realmente justo, meu espaço: meu mundo gay.
